No trajeto até às cachoeiras do Rio Prata, me encanto com as sucupiras carregadas de flores roxas e com os ipês amarelos pincelando de cor a paisagem. Observo que muitas sucupiras brancas, após a florada, exibem sementes ovaladas cuja tonalidade amarelo-claro adornam de dourado seus galhos já d
espidos de folhas. Algumas espécies de árvores, como a copaíba, exibem folhas, nesta época, de um lindo tom avermelhado. Posteriormente, tornam-se verdes. Num folhudo pé de pequi, ainda vêem-se vestígios de suas lindas flores amarelas. Esbeltas sempre-vivas destacam-se contra o azul do céu. O rio Prata é um complexo de lindas quedas d’água, não muito altas, formando poços de águas límpidas cor de mel onde são visíveis os lambarizinhos nadando em seu fundo. Vejo planando sobre o rio muitos urubus, gaviões e carcarás. Nuvens fofas maculam de branco o azul claro do céu. Chama a atenção a quantidade de cupinzeiros espalhados pelos campos. Jair explica que isso se deve ao fato de o solo tornar-se pobre em decorrência das incessantes queimadas. Damos novamente carona, desta feita para um jovem casal de kalungas, carregando a moça um bebezinho que dorme tranqüilo em seu regaço. Também eles perguntam quanto custa o frete quando descem em Cavalcante!! Meu deus, se os nossos políticos agissem com a dignidade e honestidade dessa gente, o país seria bem menos pobre! Novamente sentamos no bar em frente à pracinha cuja dona, a simpática Helia, é boa de
prosa. Diverte-se com as bobageiras ditas por mim, enquanto verte num copo uma dose caprichada de Seleta. Há uma sinuca no salão ocupando-a alguns homens que disputam alegremente uma partida. A linda arara, do lado de fora, é um chamariz. Pousada num muro, passeia pelo estreito espaço emitindo seus ruídos característicos. Helia fala que se eu quiser tirar fotos posso pegá-la pois é mansa. Não me arrisco, acho a ave meio nervosa, não pára de emitir aqueles irritantes grasnidos. Jair, gentil, segura-a, enquanto filmo. Pois não é que a bicha lhe bica o dedo? Tadinho, levou a bicada que me estaria reservada, caso eu houvesse seguido o conselho da Helia. Ah, essa Helia....que marota!! Na pracinha em frente, meninos jogam bola enquanto num caminhão um alto-falante anuncia redes e colchas com os indefectíveis vendedores paraibanos. Ao lado do bar, um vendedor de caldo de cana extrai o suco naquelas engenhocas próprias para tal mister. Estou na boa, na santa paz de um lindo fim de tarde, curtindo este belo país, o meu Brasil!
espidos de folhas. Algumas espécies de árvores, como a copaíba, exibem folhas, nesta época, de um lindo tom avermelhado. Posteriormente, tornam-se verdes. Num folhudo pé de pequi, ainda vêem-se vestígios de suas lindas flores amarelas. Esbeltas sempre-vivas destacam-se contra o azul do céu. O rio Prata é um complexo de lindas quedas d’água, não muito altas, formando poços de águas límpidas cor de mel onde são visíveis os lambarizinhos nadando em seu fundo. Vejo planando sobre o rio muitos urubus, gaviões e carcarás. Nuvens fofas maculam de branco o azul claro do céu. Chama a atenção a quantidade de cupinzeiros espalhados pelos campos. Jair explica que isso se deve ao fato de o solo tornar-se pobre em decorrência das incessantes queimadas. Damos novamente carona, desta feita para um jovem casal de kalungas, carregando a moça um bebezinho que dorme tranqüilo em seu regaço. Também eles perguntam quanto custa o frete quando descem em Cavalcante!! Meu deus, se os nossos políticos agissem com a dignidade e honestidade dessa gente, o país seria bem menos pobre! Novamente sentamos no bar em frente à pracinha cuja dona, a simpática Helia, é boa de
prosa. Diverte-se com as bobageiras ditas por mim, enquanto verte num copo uma dose caprichada de Seleta. Há uma sinuca no salão ocupando-a alguns homens que disputam alegremente uma partida. A linda arara, do lado de fora, é um chamariz. Pousada num muro, passeia pelo estreito espaço emitindo seus ruídos característicos. Helia fala que se eu quiser tirar fotos posso pegá-la pois é mansa. Não me arrisco, acho a ave meio nervosa, não pára de emitir aqueles irritantes grasnidos. Jair, gentil, segura-a, enquanto filmo. Pois não é que a bicha lhe bica o dedo? Tadinho, levou a bicada que me estaria reservada, caso eu houvesse seguido o conselho da Helia. Ah, essa Helia....que marota!! Na pracinha em frente, meninos jogam bola enquanto num caminhão um alto-falante anuncia redes e colchas com os indefectíveis vendedores paraibanos. Ao lado do bar, um vendedor de caldo de cana extrai o suco naquelas engenhocas próprias para tal mister. Estou na boa, na santa paz de um lindo fim de tarde, curtindo este belo país, o meu Brasil!
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